quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Comitê orienta sobre velórios de vítimas da gripe H1N1

Em virtude dos óbitos ocasionados pela nova gripe, o Comitê Estadual de Enfrentamento da Influenza A (H1N1) promoveu uma parceria junto ao Sindicato das Empresas Funerárias e Congêneres na Prestação de Serviços Similares do Estado de Minas Gerais (Sindinef) para orientar suas afiliadas, profissionais da área e familiares sobre os procedimentos recomendados nos velórios e enterros de vítimas da H1N1, com o objetivo de evitar a transmissão da doença. Foram produzidos 2 mil cartazes, que serão distribuídos para as funerárias e velórios municipais de todo o Estado. 

As recomendações estão baseadas, inclusive, na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nº 68, de 10 de outubro de 2007, que regulamenta o transporte de restos mortais humanos. "A lei nos respalda a fazer este tipo de orientação. Já nos comunicamos com as Gerências Regionais de Saúde (GRS) para que haja também um reforço no interior do que foi recomendado", declarou a coordenadora Estadual da Comissão de Controle de Infecções, Nádia Dutra. 

Entre os cuidados, está o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como avental, máscara cirúrgica, luvas de látex, protetor ocular e gorro; higienização constante de materiais e das mãos. Durante o velório, é necessário que o caixão esteja fechado e para sepultamento em outro município que não seja o local do óbito, manter a urna a urna lacrada. 

Nádia explicou que os procedimentos se justificam, pois o corpo pode liberar secreções capazes de transmitir o vírus por um período após a morte. "Em alguns casos, a literatura fala que estes organismos podem sobreviver e serem eliminados pelo cadáver até 48 horas depois do óbito, o que pode ocasionar transmissão", explica. 

Parceria 
De acordo com o vice-presidente do Sindinef, Fernando Freitas Rios, a parceria com o comitê estadual legitima as empresas funerárias a tomarem as medidas necessárias do ponto de vista sanitário. "Esta ação em conjunto nos dá credibilidade para atuarmos da forma correta. Assim poderemos abordar o familiar, respaldados naquilo que as autoridades nos repassaram. O momento da morte é extremamente difícil de ser enfrentado, portanto devemos estar bem embasados, para promovermos a sensibilização dos familiares sobre a importância das medidas preventivas", declarou. 

Medidas 
Em caso de óbitos suspeitos e/ou confirmados por Influenza A, familiares e profissionais que trabalham em funerárias e velórios devem seguir as seguintes orientações: 

- O transporte do corpo deve ser feito em saco impermeável, selado e identificado. 

- O profissional que prepara o corpo deve utilizar os seguintes equipamentos de proteção individual (EPI): avental, máscara cirúrgica, luvas de látex (luvas de procedimento), protetor ocular e gorro. 

- O familiar presente no momento do preparo do corpo também deve utilizar os mesmos equipamentos de proteção individual. 

- O material (bacias, pinças, etc) utilizado no preparo do corpo deve ser limpo a cada preparo. 

- Higienizar as mãos antes e após o preparo do corpo e limpeza dos materiais. 

- Realizar limpeza das superfícies com água e detergente, além de proceder com a desinfecção com hipoclorito de sódio a 1% (piso e paredes) e álcool a 70% (bancadas, mesas, macas). 

- Durante o velório, manter a urna fechada. 

- Para sepultamento em outro município que não seja o local onde ocorreu o óbito, manter a urna lacrada.


Agência Minas


--
farolcomunitario | rede web de informação e cultura